Miragens celestes

Autor: B. Lopes (espírito)

Sublimes atmosferas,
Luminosas, rarefeitas,
Sem as medidas estreitas
Das horas que marcam eras.

E as almas puras, eleitas,
Quais flores das primaveras,
Buscando vão as esferas
Das alegrias perfeitas.

Vão todas, espaço em fora,
Como lírios cor da aurora,
Modeladas pela dor.

E onde passam sorridentes
Abrem-se rosas virentes,
Rosas de paz e de amor.

Uma campina de flores
Em pleno espaço infinito,
Onde desperta um precito
De um pesadelo de dores.

Envergara o sambenito
Dos pedintes sofredores,
Vivera entre os amargores
De um sofrimento bendito.

E nessa etérea campina
Recebe a esmola divina,
Nesse batismo de luz;

Recebendo entre outros gozos,
Dos lábios de anjos formosos,
O ósculo de Jesus.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

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