Autora: Teresinha Olivier
Em todas as épocas da humanidade, em todas as partes do mundo, o homem nunca deixou de receber do alto, de uma forma ou de outra, ensinamentos adequados e dentro dos limites do seu entendimento.
Espíritos mais elevados encarnaram entre os homens para levarem ensinamentos que os ajudassem no seu entendimento das leis divinas e que estimulassem a sua evolução espiritual e intelectual, sempre respeitando as tradições, a cultura e as crenças de cada povo.
Nunca nenhum povo ficou sem esse amparo.
Sempre, todos os povos, receberam esclarecimentos quanto ao seu proceder junto do seu semelhante, perante Deus e diante da sua consciência.
Segundo os ensinamentos dos espíritos, as leis divinas estão impressas na consciência do ser humano. O que isso quer dizer?
Que temos em nós, de alguma forma, o conhecimento intuitivo das leis; intuitivamente sabemos, lá no fundo de nós mesmos, o que é certo e o que é errado.
E fazer a vontade de Deus é pensarmos e agirmos de acordo com essa voz que fala dentro de nós.
É agirmos da forma mais elevada e nobre que somos capazes hoje, no estágio evolutivo em que nos encontramos, sempre em favor do bem geral.
Se não atingimos condições de termos um comportamento perfeito, porque nos faltam qualidades morais que ainda não conquistamos, podemos, dentro das nossas limitações, fazer o nosso melhor, ouvindo a voz da nossa consciência que, como já vimos, nos mostra o caminho do bem, se nos dispusermos a ouvi-la.
Vivemos em sociedade. Recebemos muitas influências de fora, da mídia, da família, dos amigos, dos vizinhos, da sociedade em geral. Influências boas e más.
Porém, no nosso íntimo, temos o poder de ceder ou não às más influências, de seguir ou não as boas influências. Muitos espíritos valorosos nos deram exemplos disso.
Se com relação a certas contingências da vida material não temos condições de controlar ou de evitar, a nossa vida moral depende de nós e não dos outros. O homem é o senhor da sua vida moral.
Cada Espírito é um universo próprio, único. Ele é quem faz sua existência moral ou imoral e, como consequência natural, feliz ou infeliz. Não pode responsabilizar ninguém por isso.
Como disse o filósofo: “Conhece-te a ti mesmo.”
Somente assim saberemos até onde poderemos nos deixar levar pelas influências do mundo. É quando entra em ação a nossa consciência e a nossa vontade.
“No mundo tudo está ao meu dispor, mas nem tudo me convém”, disse o Apóstolo Paulo.
Nem tudo me convém porque muitos atrativos do mundo acabam sendo atalhos, desvios do caminho, que fazem do processo evolutivo mais sofrido, devido às consequências naturais das escolhas.
Muita coisa que é aplaudida hoje pelas massas, rebaixa a mente, nos faz vibrar negativamente. Não podemos culpar o mundo por isso, porque é escolha nossa, decisão nossa alimentar o mundo mental com coisas negativas.
Mas podemos dar ao mundo a nossa modesta colaboração do bom exemplo.
Com cada escolha que fazemos, com cada decisão que tomamos, visando o bem geral, visando a justiça, a fraternidade, a solidariedade, estamos colaborando para a construção de um mundo melhor.
Os ensinamentos que recebemos são para o nosso coração. São para que nós possamos nos encaminhar na vida dentro de princípios enobrecedores.
Se isso não fosse possível por causa da influência do mundo, Jesus e tantos outros Espíritos nobres não estariam perdendo o seu tempo mostrando o contrário.
Não nos iludamos pensando isso, que só serve para desviar as nossas atenções do trabalho de renovação interior que devemos fazer, e para darmos espaço mental para influências negativas.
Estejamos atentos, firmes, orando e vigiando, mas também agindo, trabalhando, aprendendo, observando, analisando e, consequentemente, crescendo sempre em sabedoria e amor.



