Autora: Aline Calefe
Por que falar sobre Janeiro Branco?
O Janeiro Branco é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre a saúde mental e o cuidado com as emoções. No Brasil, os índices de ansiedade, depressão e sofrimento psíquico têm crescido de forma significativa, atingindo especialmente jovens, estudantes e profissionais da educação.
Segundo dados amplamente divulgados por órgãos de saúde, o Brasil está entre os países com maior número de pessoas diagnosticadas com transtornos de ansiedade. No ambiente educacional, o adoecimento emocional tem se tornado cada vez mais presente, refletindo a necessidade urgente de diálogo, acolhimento e empatia.
Saúde mental, empatia e educação
Cuidar da saúde mental vai além do autocuidado individual. É também um compromisso coletivo. Na educação, isso significa olhar para o educando e para o educador como seres integrais — com sentimentos, histórias, desafios e limites.
A empatia surge como uma ferramenta essencial para fortalecer relações, reduzir julgamentos e promover ambientes mais humanos e acolhedores.
Um olhar espírita sobre o cuidado emocional
À luz do Espiritismo, compreendemos o ser humano como um espírito imortal em processo de evolução. Cada pessoa carrega dores visíveis e invisíveis, aprendizados e provas individuais. Praticar a empatia, a escuta e o acolhimento emocional é exercer a caridade, ensinada por Jesus como base da transformação moral.
Cuidar dos pensamentos e sentimentos é cuidar do espírito.
Estamos no mês de Janeiro Branco, e com ele surgem muitas dores, muitas lutas. Mas será que temos pensado na dor do outro? Será que estamos cuidando de nós mesmos e também de quem está ao nosso lado?
Vamos falar sobre empatia?
Quantas vezes vemos alguém quieto, sério, sem dar um bom dia?
Quantas vezes aquele amigo não respondeu o WhatsApp, ou você sentiu que ele te tratou mal, foi grosso, antipático? E quantas vezes você julgou?
Mas, em algum momento, você parou para pensar no que pode estar passando no coração daquela pessoa?
Se ela teve um dia difícil, se conseguiu dormir à noite, se está de luto?
Quantas vezes ela precisou enfrentar preconceito, racismo, gordofobia (pouco falada, mas muito presente), homofobia — às vezes até dentro da própria família?
Você já parou para pensar na dor que a outra pessoa pode estar sentindo em silêncio?
Então, que possamos parar e refletir, ter mais empatia, ser mais solidários e mais gentis.
Porque não sabemos as dores dos outros, assim como ninguém conhece totalmente as nossas.
A caridade não é apenas dar dinheiro. Caridade é ser paciente, é estar presente, é compreender que talvez aquela pessoa esteja vivendo um dia difícil. Antes de julgar o jeito de alguém, pare e pense: o que essa pessoa pode estar passando?




