Na paz do além

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Autor: Valado Rosas (espírito)

Dentro da noite grandiosa e calma,
Deixo a minhalma falar aqui,
Aos companheiros de luta e crença,
Da graça imensa que recebi.

Graça divina de haver sofrido,
De ser vencido no mundo vão,
Graça de haver sorvido tanto
O amargo pranto da ingratidão.

Na vida obscura e transitória
A nossa glória vive na dor,
Dor de quem sofre sonhando e espera,
Com fé sincera, no Pai de Amor.

Subi o Gólgota dos meus pesares,
Que os avatares da redenção
São todos feitos nas amarguras,
Nas desventuras da provação.

Perdi na Terra doces afetos,
Sonhos diletos de sofredor,
Mas recebendo na grande escola
A grande esmola do meu Senhor.

E a Morte trouxe-me a liberdade,
A piedade, o amparo e a luz!
Feliz quem pode na dor terrestre
Seguir o Mestre com sua cruz.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

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