Autor: Dario Veloso (espírito)
Tudo sofre na Terra implacável mudança,
Polo a polo, alma a alma, em ritmo profundo,
Mês a mês, dia a dia e segundo a segundo,
A vida se refaz, aprimora-se e avança.
Reflete no museu onde a História descansa.
Bronzes, troféus, brasões, em repouso infecundo,
Mostram que a pompa humana é cinza para o mundo
Ontem, púrpura e sol; hoje, trapo e lembrança…
Força, fama, ilusão, graça, beleza e glória
Caem da ostentação da senda transitória
Nos arquivos do tempo — o eterno sábio mudo!…
Uma riqueza só permanece intocada,
A riqueza do bem que esparziste na estrada,
Luz a esperar-te além da alteração de tudo.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Do livro Poetas redivivos, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


