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Adeus

Autora: Auta de Souza (espírito)

*

O sino plange em terna suavidade,

No ambiente balsâmico da igreja;

Entre as naves, no altar, em tudo adeja

O perfume dos goivos da saudade.

*

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;

E a alma que regressou do exílio beija

A luz que resplandece, que viceja,

Na catedral azul da imensidade.

*

“Adeus, Terra das minhas desventuras…

Adeus, amados meus…” – diz nas alturas

A alma liberta, o azul do céu singrando…

*

– Adeus… – choram as rosas desfolhadas,

– Adeus… – clamam as vozes desoladas

De quem ficou no exílio soluçando…

Nota

A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

Obra completa: https://www.febeditora.com.br/parnaso-de-alem-tumulo

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