Entre o Céu e a Terra

Autor: Olegário Mariano (espírito)

Flâmeas naves triunfais cuja glória me inspira,
Contemplo-vos, de novo, além, no imenso mar…
Sóis que cindis o Azul, fito-vos a sonhar,
Sírius, Aldebaran, Canópus, Vega, Lira!…

Presa ao vosso fulgor, minh’alma põe-se à mira,
Quero seguir convosco, ascender, renovar,
Mas escuto, outra vez, os lamentos do lar;
O meu ninho terrestre, em sombra, gira, gira…

Entre júbilo e dor, êxtase e desventura,
Aos apelos do amor, regresso à noite escura,
Devo tornar ao mundo e chorar, ai de mim!

A sede de amplidão arrasa-me o descanso.
Ah! Senhor, como é perto o Céu que não alcanço:
Como parece longe a Terra de onde vim!…

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – Do livro Poetas Redivivos, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

A IMPORTÂNCIA DOESTUDO E O LIVRO

Como aprender uma ciência sem realizar seu estudo profundo? Como realizar esse estudo profundo sem mergulhar na leitura dos livros que abordam essa ciência? Essas perguntas também se referem ao Espiritismo ou Doutrina Espírita, que é uma ciência e uma filosofia com vastas consequências morais, portanto, não se pode aprender o Espiritismo com leituras...

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