Beleza da morte

compartilhe

Autor: Cruz e Souza (espírito)

Há no estertor da morte uma beleza
Transcendente, ignota, luminosa.
Beleza sossegada e silenciosa,
Da Luz branca da Paz, trêmula e acesa.

É o augusto momento em que a alma, presa
Às cadeias da carne tenebrosa,
Abandona a prisão, dorida e ansiosa,
Sentindo a vida de outra natureza.

Um mistério divino há nesse instante,
No qual o corpo morre e a alma vibrante
Foge da noite das melancolias!

No silêncio de cada moribundo,
Há a promessa de vida em outro mundo,
Na mais sagrada das hierarquias.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

sensação

O próximo ano poderá ser melhor?

Autora: Teresinha Olivier Mais um ano que ficou para trás, com...

A educação e sua essência

Autor: Marcus De Mario Para falarmos de educação, em qualquer...

O lobo perdido

Autor: Ricardo Tchobnian Era inverno. Certa vez um filhote de...

Dicas para preparação de palestras espíritas

Autor: Hamaral Nunes Com base nas orientações didáticas de Antônio Carlos...

Estudando a mediunidade do ponto de vista neurológico

Autor: Dr. Nubor Orlando Facure Esse é um resumo de...

O tempo urge

Autor: Irmão X (espírito) Quando o Senhor determinou que algumas...
- Fica Dica -spot_img
Anterior
Próximo