Autora: Mary Bastos
No horizonte infindo
O olhar se perde
O encontro do céu e do mar
Uma prece faz brotar
Com a alma inundada em lágrimas
A tristeza se faz presente
A dor que fica latente
Quebranta o coração valente
A força que emerge
Cria um turbilhão envolvente
Dissipa a inquieta dor
Que submersa e sutil
Quer permanecer presente
Mas a luz se faz forte
No coração brota a prece
Que afugenta a dor e a morte
Agora novo encontro
Onde céu e mar se fundem
A prece que urge imponente
Lava essa alma doente
A alma lavada com lágrimas
Dissipa a dor latente
Que fica presa e inquieta
Dentro do coração da gente.
Nota
Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.



