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Mágoa

Autora: Auta de Souza (espírito)

*

Muitas vezes sonhei na Terra ingrata

O paraíso doce da ventura,

Vendo somente o espinho da amargura

Que as nossas tristes lágrimas desata;

*

Somente a dor intérmina que mata

A alegria mais lúcida e mais pura,

O veneno da acerba desventura

Que fere em nós a aspiração mais grata.

*

Se apenas vi, porém, a mágoa intensa

Que rouba a luz, o amor, a paz e a crença,

É que a dor da minhalma em tudo eu via.

*

E aumentava minha íntima tristeza

Vendo em tudo, na própria Natureza,

A mesma dor que eu tanto padecia.

Nota

A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

Obra completa: https://www.febeditora.com.br/parnaso-de-alem-tumulo

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