Autor: Cornélio Pires (espírito)
— “Deus de amor, quero apoio e quero a prata,
Devo ajudar aos filhos da pobreza!…”
Assim rogava Juca de Tereza,
Andarilho no Sítio da Cascata.
Eis que, um dia, a fortuna se desata,
Deu-lhe o tio um bilhete, de surpresa,
E a loteria trouxe-lhe a riqueza…
Fez-se logo a mudança imediata.
Depois da festa, em torno à sorte grande,
Vem a ele a viúva de João Lande,
Pede socorro à febre que a devora…
Mas Juca replicou, rude e rouquenho:
— “Não posso, o dinheirinho que já tenho
Custei muito a ganhar, minha senhora!…”
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Do livro Cartas do Alto, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



