Autor: Sabino Batista (espírito)
As penas chegam depressa
E vão-se devagarinho,
Pois somos sempre nós mesmos
Quem lhes prepara o caminho.
Preceito claro da vida
Nos destinos mais vulgares:
Serás tanto mais feliz
Quanto menos desejares.
Onde estejas, quanto possas,
Ajuda em favor de alguém…
Origem de todo mal:
Ignorância do bem.
Quem dá para receber,
Quem no que dá põe valia,
Não favorece, nem dá,
Tão somente negocia.
Nunca vejas no vizinho
Defeitos, fraquezas, taras…
A ostra mora no lodo
Criando pérolas raras.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Do livro Orvalho de Luz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



