Autor: José Duro (espírito)
Volta ao pó dos mortais, homem que vens, depressa,
A chave procurar do enigma que encerra
A paragem da morte, o mais além da Terra,
Onde o sonho termina e a vida recomeça.
Volve ao sono cruel da tua carne obscura,
Amassa com o teu pranto o pão de cada dia,
Vai com o teu padecer sobre a estrada sombria,
Para depois ouvir a voz da sepultura.
Tomé, coloca as mãos na tua própria chaga,
Perambula na dor da tua noite aziaga,
Porque a treva e o sofrer sempre hão de acompanhar-te!
Reconhece o quanto és ignorante ainda.
A vida é vibração ilimitada, infinda,
E o seu grande mistério existe em toda parte…
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo



