Vozes

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Autor: Cruz e Souza (espírito)

Há sobre os prantos, há sobre as humanas
Vozes que se lamentam nas torturas,
Outras vozes mais doces e mais puras,
Como um coro dulcíssimo de hosanas.

As primeiras são feitas de amarguras,
As segundas, de bênçãos soberanas,
Sobre as dores sagradas ou profanas
Que pululam nas sendas mais escuras.

Sobe da Terra a queixa soluçando,
Silenciosa, muda, suplicando,
Remontando aos Espaços constelados;

Desce dos Céus a voz amiga e mansa,
Fortificando a vida da Esperança
– Patrimônio dos seres desgraçados.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

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