Autor: Ignácio José de Alvarenga Peixoto (espírito)
Divina lira,
Musa que inspira
Meu coração
A relembrar…
Celebra, amena,
A vida plena,
A paz sublime,
A luz sem par.
Volta, de novo
Ao grande povo
Que não me canso
De estremecer;
Revela, ainda,
A Pátria linda
Que faz vibrar
Todo o meu ser.
Exalça agora
A nova aurora
Que brilha cheia
De amor cristão.
O mundo em prova
Que se renova
Espera o dia
De redenção.
Une-te ao canto
Formoso e santo
Que flui soberbo,
Sepulcro além…
Lira divina,
Louva a doutrina
Da liberdade
No eterno bem.
Dize a grandeza
Da glória acesa
Na vida excelsa
Que a dor produz,
Proclama à Terra
Que além da guerra
E além da noite
Floresce a luz.
Não mais procures,
Chorando alhures,
Enfraquecer-te
Nas lutas mil.
Canta somente,
Ditosa e crente,
A nova era
Do meu Brasil.
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo



