Autor: Auta de Souza (espírito)
Não precisas buscá-lo no Azul pleno,
Onde a vida imortal esplende e assume
A estranha forma do Celeste Lume
De que o homem percebe vago aceno.
Desce ajudando ao chavascal terreno
Que tragédias e lágrimas resume…
E espalha a caridade qual perfume
Que se evola do lodo ao céu sereno.
Ante o vale da sombra imensa e fria,
Abençoa, restaura, eleva e guia,
Lenindo as aflições de toda hora!…
E perante o suor da angústia em chaga,
Encontrarás o Cristo que te afaga,
Em cada coração que luta e chora!…
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Da obra Antologia dos Imortais, obra mediúnica psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.



