Você conhece o Espiritismo… ou vive o Espiritismo no dia a dia?

Autor: Felipe Gallesco

O que muda quando o conhecimento sai do livro e entra na vida?

Você já percebeu como é fácil falar de Espiritismo… e como é difícil viver o que ele ensina?

Talvez você já tenha passado por isso: na mocidade, na casa espírita, na sala de aula ou até numa conversa online, alguém faz uma pergunta sobre Espiritismo.

Você responde. Cita Kardec. Lembra de uma resposta de O Livros dos Espíritos.

Mas, horas depois, no trânsito, no trabalho, em casa ou nas redes sociais… a paciência acaba, a irritação aparece, o julgamento vem rápido.

E aí surge aquela pergunta silenciosa: “será que eu só conheço o Espiritismo ou estou, de fato, vivendo o Espiritismo?”

Conhecer o Espiritismo é importante. Viver é o verdadeiro desafio

O Espiritismo, como os Espíritos Superiores nos apresentaram, nunca foi apenas um conjunto de ideias bonitas ou respostas inteligentes.

Ele é, acima de tudo, um convite ao desenvolvimento moral e intelectual.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, aprendemos que a verdadeira fé se reconhece pela transformação moral e pelo esforço em domar as más inclinações (Capítulo XVII – “Sede perfeitos”, item 4 – “O verdadeiro espírita”).

Não é sobre perfeição.

É sobre esforço sincero.

Conhecer o Espiritismo é estudar muito, mergulhar nas obras fundamentais e participar das reuniões na casa espírita.

Viver o Espiritismo é perguntar, todos os dias: “O que eu faço com esse conhecimento quando ninguém está olhando?”

E na prática… como isso aparece na vida do jovem?

Na escola ou na faculdade, viver o Espiritismo pode ser escolher não colar na prova, mesmo quando “todo mundo faz”.

É respeitar quem pensa diferente, sem precisar humilhar ou ironizar.

No trabalho, é não devolver na mesma moeda quando alguém é grosseiro.

É cumprir o combinado, mesmo quando daria para “dar um jeitinho”.

Em casa, é tentar ouvir mais e reagir menos.

É entender que pais, irmãos e familiares também estão em processo de aprendizado — assim como você.

E nas redes sociais?

Talvez seja o lugar onde mais somos testados.

Será que precisamos comentar tudo?

Compartilhar aquela notícia sem checar?

Responder com agressividade só para “ganhar” uma discussão?

Viver o Espiritismo, muitas vezes, é silenciar o orgulho para dar espaço à empatia.

Mocidade espírita: espaço de aprendizado, não de cobrança

Quem convive com jovens na mocidade sabe: ninguém ali é perfeito.

Todo mundo ainda erra, cai, tenta de novo. Mas errar, não é uma necessidade para aprender. Pode-se aprender pelo estudo e pela observação dos acontecimentos, sem repetir os erros dos outros.

E ainda bem.

O Espiritismo não pede máscaras.

Não exige que sejamos exemplos perfeitos, mas aprendizes sinceros.

Quando erramos e refletimos sobre o erro, já estamos vivendo o Espiritismo.

Quando percebemos que reagimos mal e pensamos “da próxima vez, quero fazer diferente”, algo já mudou dentro de nós.

Jesus não nos pediu discursos bonitos.

Pediu atitudes possíveis, no tamanho das nossas forças.

Viver o Espiritismo é um processo diário

Não acontece de uma vez.

Não vem com certificado.

E não é igual para todo mundo.

É no detalhe.

Na escolha pequena.

Na intenção que colocamos nas atitudes.

Hoje talvez você consiga controlar uma resposta atravessada.

Amanhã, perdoar um pouco mais rápido.

Depois, julgar um pouco menos.

Passo a passo.

Como o próprio Evangelho nos ensina, o verdadeiro espírita não é o que sabe mais, mas o que se esforça para ser melhor do que foi ontem.

Para pensar, sem pressa

Talvez a pergunta não seja se você conhece o Espiritismo.

Talvez a pergunta seja outra: “a forma como você vive, escolhe e se relaciona no dia a dia, está conseguindo acompanhar o Espiritismo que você estuda?

E você… onde sente que já está vivendo o Espiritismo — e onde ainda está aprendendo a viver?

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