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Uma Abordagem sobre Técnicas de Ensino e Integração Nas juventudes Espíritas

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“Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança.” (Hebreus 6:11)

1. DOUTRINA ESPÍRITA

Doutrina Espírita é manancial de bênção e luz que vem esclarecer a humanidade através do exercício saudável de questionamentos e investigações que cada um deve elaborar para a reeducação da própria iluminação espiritual.

Em sua missão consoladora, revela à imortalidade da alma, o intercâmbio entre o mundo físico e as realidades espirituais, a filiação divina e todos os caminhos sublimados para a prática da caridade através exercício do amor.

2. JUVENTUDE E ESPÍRITISMO

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (I Coríntios 13:13)

O objetivo maior aos se formar uma juventude espírita é proporcionar o estudo do Evangelho e da Doutrina Espírita aos jovens auxiliando-os na recondução de seus caminhos para a vivência cristã, FORMANDO HOMENS DE BEM.

Aos coordenadores e evangelizadores, servidores do Evangelho na obra da educação regenerativa, lembramos a Parábola do Semeador como incentivo no desempenho ao plantio da boa semente.

A função evangelizadora:

A função do evangelizador é muito mais ampla, torna-se muito mais do que divulgar os princípios da Doutrina e do Evangelho de Jesus.

O coordenador ou evangelizador ocupa a posição de intermediário ativo na Seara de Jesus, cujas atribuições estendem-se para uma abrangência efetivamente maior, pois, sendo semeadores do Mestre compete:

 Preparar o campo de acordo com as condições e características existentes, exigindo, dedicação, cuidado, atenção constante, observação profunda, conhecimentos adquiridos através de estudos sérios e permanentes, discernimento, criatividade, flexibilidade,

. capacidade de reflexão e análise, visando conhecer o evangelizando e assim, aprender a trabalhar diante de todas as condições.

 Habilitar-se para reconhecer as sementes e prepará-las trabalhando-as com conhecimento e criatividade, adaptando-as não só para as condições presentes no campo, mas também para as influências danosas do meio exterior, dentro dos limites que for permitido, para que possa sobreviver, mesmo em longo prazo, até que possa iniciar sua germinação.

 Estar consciente de como e quando efetuar o plantio, requerendo estudo e  preparação prévia para a elaboração do Plano de ação, empregando dentre todas as estratégias e recursos disponíveis, aquelas que melhor pareçam estar adequadas, assegurando as prováveis melhores condições para atingir os objetivos.

 Acompanhar constantemente o seu desenvolvimento, avaliando o contexto global, para as devidas modificações e ajustes, registrando todo este histórico para que a grandeza do cultivo não seja restrito, trabalhando o campo e a própria semente e suas fases seguintes de transformação, para que a raiz estruture-se cada vez mais, permitindo o desabrochar de todo o potencial latente, mesmo que as condições exteriores estejam ainda perturbadoras e inadequadas.

 Estar em sintonia constante com a natureza, para compreender cada vez mais, suas leis e suas perfeições, para haver somatização de esforços e direcionamento, ajustados e corretos, considerando que tudo no universo se movimenta nos mecanismos de interdependência e repercussão.

... Eis que o semeador saiu a semear. – Jesus (Mateus, 13:3)

3. O QUE É DINÂMICA DE GRUPO

Para melhor compreender este conceito, devemos salientar:

O QUE É GRUPO?

 Conceitua-se grupo como sendo uma quantidade de pessoas que se comunicam amiúde entre si, durante certo tempo, com o fim de estudar um problema e que são suficientemente poucas.

Mas, para construir um grupo não basta reunir um número reduzido de pessoas, nem haver um interesse comum; é necessário, ainda que haja integração entre seus componentes, o que representa o núcleo essencial de um grupo.

Pois, o verdadeiro sentimento de grupo somente existe quando há um forte laço de simpatia, uma união dentro do grupo.

Os membros de um grupo se fazem através da própria atuação.

Quando os grupos estão “maduros” para trabalharem toda a comunicação existente é educativa.

Para que o grupo exista, é necessário que haja objetivos bem definidos. Muitas vezes os membros do grupo não percebem as razões  da existência deste; entretanto, à medida que a ação do coordenador faz-se sentir, vai obtendo uma maior coesão grupal e os integrantes vão inteirando-se porque estão trabalhando em grupo. Um grupo para produzir, necessita, pois ter objetivos estabelecidos e definidos com maior clareza com a participação direta de todos os membros do grupo, pois, dessa forma o grupo se sente mais unido e trabalha com maior interesse.

COMO SURGIU AS DINÂMICAS OU TÉCNICAS GRUPAIS?

Surgiram com resultado da evolução natural de diferentes correntes pedagógicas, que progressivamente tentavam soluções  para dar ao ensino um caráter mais socializantes e ativo.

As Dinâmicas ou técnicas grupais, são os meios ou procedimentos empregados a fim de se obter uma ação eficaz para melhor organizar os relacionamentos, permitindo uma melhor comunicação, uma melhor convivência e a cooperação mútua.

4. QUAL A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS DE ENSINO E INTEGRAÇÃO NAS JUVENTUDES ESPÍRITAS?

Quando estamos diante de uma tarefa lúdica, aceitamos suas regras e entramos em contato com nossas escalas internas de valores. Por isso, as Dinâmicas de grupo se tornam importantes nos grupos de juventude, pois, ajuda as pessoas a exercitarem várias habilidades, tais como:

o Aprendizagem
o Afetividade
o Comunicação
o Espírito de equipe
o Partilha de um objetivo comum
o Bom senso
o Sociabilidade
o Valores morais
o Liderança
o Análise de papéis e normas no grupo

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de mistérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.” (I Coríntios 12: 4 a 6)

Assim, vamos refletir...

Se abordássemos um jovem para perguntar: “Quais os conteúdos que ele mais se lembra e de que maneira os aprendeu?”
A resposta certamente será daqueles que foram apresentados de forma prazerosa, lúdica e vivenciada. Enfim, tudo o que as dinâmicas podem propiciar.

A Doutrina Espírita esta baseada na fé raciocinada, e, para se adquirir raciocínio e pensamento crítico só há um caminho: O CONHECIMENTO.

Nada melhor do que adquiri-lo de maneira agradável, é extremamente mais eficaz e mais duradouro.

Pense...

Nas juventudes os palestrantes “bem humorados” e “brincalhões” são marcantes para a aprendizagem do jovem espírita.

O tempo passa rápido, o ambiente se torna harmonioso, há um envolvimento maior do jovem na palestra, auxilia na motivação para o estudo, enfim, o retorno e favorável para todos da juventudes.

MAS NÃO SE DESCUIDE...

O OBJETIVO DAS DINÂMICAS DE GRUPO NA EVANGELIZAÇÃO JUVENIL É:

1. Auxiliar no desenvolvimento dos Programas de Estudos
2. Avaliar o nível de conhecimento doutrinário
3. Buscar estratégias para novas metodologias de estudos
4. Buscar maior qualidade nas tarefas empenhadas
5. Construir vínculos afetivos
6. Diagnosticar fatores de desarmonização no grupo
7. Propiciar a desinibição das emoções
8. Despertar a confiança na capacidade e no processo individual e grupal

O Coordenador deverá ficar atento para as necessidades do grupo, e assim elaborar metas que atendam a dinâmica de evangelização da própria juventude.

5. PLANEJAMENTO

No planejamento pensaremos nas intenções em relação ao tema escolhido e de que forma criar um ambiente que possibilite ampliar a visão sobre o assunto, aprofundando o conhecimento sobre a vida do Espírito, de acordo com os princípios fundamentais da Doutrina Espírita

Todo planejamento deverá ser discutido entre coordenadores e os jovens integrantes, criando assim, um sistema participativo onde expresse o desejo de todos os envolvidos, oportunizando a troca de idéias e sugestões.

IMPORTANTE

As decisões devem ser flexíveis, pois permitirá adequações e modificações em todo o processo de aplicação.

UMA INFORMAÇÃO VALIOSA

 Descubra o que os evangelizandos sabem sobre o tema
 Estruture o fio condutor das informações que serão trabalhadas, através da resposta a pergunta: o que trabalhar neste tema?

CADA DINÂMICA DEVERÁ SER ESTUDADA COM ANTECEDÊNCIA E APLICADA COM SEGURANÇA.

Os estudos não devem se constituir em algo improvisado e sem definição dos objetivos a serem alcançados, bem como dos caminhos a serem seguidos.

6. AVALIAÇÃO

Todo mecanismo de avaliação, apesar de ser colocado como uma etapa final do processo desenvolvido, deve acompanhar de forma sistemática e contínua as tarefas nos grupos de juventude.

“Que não estacionem nas experiências alcançadas, mas que aspirem sempre a mais, buscando livros, renovando pesquisas, permutando idéias (...), nesta dinâmica admirável quão permanente dos que se dedicam aos abençoados impositivos de instruir e de educa.”
Guillon Ribeiro / J.C. Grandi Ribeiro – 1963.

Para maior aprofundamento sobre o assunto recomendamos as Apostilas : Avaliação nas Juventudes Espíritas - Setor de Juventude / UEM e os Projetos em desenvolvimento pela FEB / UEM – Avaliação das atividades de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil.


REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

1. ALMEIDA, João Ferreira de. A Bíblia Sagrada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995

BIBLIOGRAFIAS PESQUISADAS

1. SERRÃO, Margarida. Aprender a ser e a conviver. [colaboradores Feizi M. Milani, Gisele Ribeiro e Kátia Queiroz] . – 2ª ed. – São Paulo: FTD, 1999.
2. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. Técnica de Ensino. UEM. Belo Horizonte, 1ª ed., 1994.
3. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. Técnica de Integração. UEM. Belo Horizonte, 1ª ed., 1997.
4. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. Organização e Funcionamento de Mocidades Espíritas. UEM. Belo Horizonte, 4ª ed., 1991.
5. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. Liderança Responsável. UEM. Belo Horizonte, 1991.
6. WONSOVICZ, Silvio. Aprendendo a viver juntos: investigação sobre Ética. Florianópolis, SC: Sophos, 2001.

BIBLIOGRAFIAS SUGERIDAS

1. ANTUNES, Celso. Manual de Técnicas de Dinâmicas de Grupo de Sensibilização de
Ludopedagogia. 5ª ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.
2. Afonso, Lúcia. Oficinas em Dinâmica de Grupo: Um método de intervenção psicossocial. – Belo Horizonte: Edições do Campo Social, 2002.
3. Instituto da Pastoral da Juventude – Leste II. Recriando Experiências – técnicas e dinâmicas para grupos, 2ª ed. SP: Paulus, 1997.
4. BORGES, Giovanna Leal. Dinâmicas de Grupo: Redescobrindo valores – para encontros de jovens. 4ª ed. Petrópolis, RJ. Vozes, 2001.
5. ANREOLA, Balduíno A. Dinâmica de Grupo: jogo da vida e didática do futuro. 13ª ed. Petrópolis, RJ. Vozes, 1997.
6. BROTTO, Fábio Otuzi. Jogos cooperativos: se o importante é competir, o fundamental é cooperar. 4ª ed. – Santos, SP: Projeto Cooperação, 1997.
7. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Técnicas de Ensino. FEB, Brasília.
8. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Técnicas de Pedagógicas. FEB, Brasília, 2003.
9. FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO RIO GRANDE DO SUL-CTE. Estudo Sistematizado – conhecer mais para servir melhor. Porto Alegre, RS.
10. CAPE – INSTITUTO CENTRO DE CAPACITAÇÃO E APOIO AO EMPREENDEDOR.  Apostila de Familiarização grupal, vol.1. Belo Horizonte, 1996.
11. MILITÃO, Albigenor. S.O.S.: dinâmicas de grupo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1999.
12. GONZÁLES, Miguel. Você não é uma ilha: dinâmica de grupo.[trad. Alda da Anunciação Machado}. 5ªed. – São Paulo: Paulinas, 1993.

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