Alma

compartilhe

Autor: Augusto dos Anjos (espírito)

Nos combates ciclópicos, titânicos,
Que eu às vezes na Terra empreendia,
Nos vastos campos da Psicologia,
Buscava as almas, seres inorgânicos;

Nas lágrimas, nos risos e nos pânicos,
Nos distúrbios sutis da hipocondria,
Nas defectividades da estesia,
Nos instintos soezes e tirânicos,

Somente achava corpos na existência,
E o sangue em continuada efervescência
Com impulsos terríficos e tredos.

Enceguecido e louco então que eu era,
Que não via, dos astros à monera,
As luzes d’alma em trágicos segredos.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

sensação

Por que temos medo da morte?

Autora: Teresinha Olivier O homem sempre teve a intuição da vida...

O critério da coerência

Autora: Cristina Sarraf Há um critério útil e bom em...

Pentecoste dos Gentios defendidos por Pedro

Autor: José Reis Chaves O Pentecoste dos Gentios nada tem...

Quero progredir e me responsabilizo por isso

Autor: Wil Oliveira A grande sabedoria da vida consiste em...

Fábula simples

Autor: Irmão X (espírito) Quando o diamante já talhado se...

O Espiritismo e o futuro

Autor: Altamirando Carneiro Quando...
- Fica Dica -spot_img
Anterior
Próximo