Cyberbullying não é zoação

Por trás de cada tela, tem alguém de verdade

E toda pessoa merece respeito

Por que falar de cyberbullying?

A internet é um espaço incrível para aprender, criar e se conectar.

Mas além do lado bom, existem também alguns problemas: brigas, humilhações, ofensas e exclusões.

O cyberbullying não é “brincadeira” — é violência digital.

E pode deixar marcas profundas, tanto no corpo quanto na alma.

O que é cyberbullying?

É toda forma de agressão feita pela internet, como:

  • Enviar mensagens ofensivas ou ameaçadoras
  • Espalhar boatos e mentiras
  • Excluir alguém de grupos ou redes
  • Divulgar fotos ou vídeos sem permissão
  • Usar apelidos humilhantes ou memes ofensivos
  • Criar perfis falsos para atacar

A diferença é que o cyberbullying nunca desliga.

A agressão pode chegar a qualquer hora, em qualquer lugar — e ferir silenciosamente.

No mundo

  • 1 em cada 3 estudantes já sofreu cyberbullying
  • 49% dos jovens entre 10 e 18 anos tiveram experiências negativas online
  • 73% dos jovens LGBTQIA+ nos EUA foram vítimas
  • Vítimas têm quase o dobro de risco de depressão e suicídio

No Brasil

  • 29% dos jovens já sofreram cyberbullying
  • 77% das meninas relatam algum tipo de assédio online
  • A Lei nº 14.811/2024 criminaliza bullying e cyberbullying, com penas de até 4 anos de prisão

Esses números não são só estatísticas.

São vidas que pedem acolhimento, empatia e mudança.

Quem sofre mais?

  • Adolescentes e pré-adolescentes
  • Jovens LGBTQIA+
  • Mulheres jovens
  • Pessoas com deficiência
  • Adultos em ambientes de trabalho

    Mas a verdade é simples: ninguém está imune.

    E ninguém merece passar por isso.

Mitos que a gente precisa derrubar

MitoVerdade
“É só zoeira, relaxa.”Zoar sem combinar machuca pra valer. Não é nem um pouco legal.
“Desliga a internet e para.”Só desligar não resolve o que ficou no coração.
“Quem leva, é fraco.”Ninguém merece apanhar, nem no digital nem na vida real.
“Só adolescentes sofrem.”Criança, adulto e até tiozão na reunião de família também passam por isso.
“Na internet ninguém sabe quem é.”Saber quem é é possível, e o negócio pode até acabar na cadeia.

Como ajudar quem sofre?

  • Ouça sem julgar
  • Reforce: a culpa nunca é da vítima
  • Incentive a buscar ajuda profissional
  • Denuncie perfis e conteúdos ofensivos
  • Ofereça presença, apoio e escuta

    Quem acolhe, transforma a dor em esperança.

Como se proteger no mundo digital?

  • Use senhas fortes e evite compartilhar dados pessoais
  • Revise as configurações de privacidade
  • Não aceite desconhecidos
  • Evite responder provocações
  • Denuncie sempre que ver algo errado

    Proteger-se também é um ato de amor por si mesmo.

O que o Espiritismo diz sobre isso?

No mundo virtual — assim como na vida real — a lei do amor é a mesma.

Respeito e empatia são formas de caridade.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, aprendemos que toda ação gera consequência.

O que lançamos no mundo — palavras, imagens, sentimentos — retorna a nós, na forma de consequências.

Fénelon, no capítulo XII (“Amai os Vossos Inimigos”), lembra – “Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio ou desprezo.”

E o Espírito da Verdade reforça, no capítulo VI (“O Cristo Consolador”) – “Espíritas, amai-vos — este o primeiro ensinamento; instruí-vos — este o segundo.”

Amar é o antídoto contra o ódio digital.

Quem ama, não humilha.

Quem entende que todos somos irmãos, não espalha dor, espalha luz.

Fontes

Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (Brasil) — Pesquisa Nacional

sobre Violência Escolar e Cyberbullying, 2024

SingleCare — Cyberbullying Statistics and Facts, 2025

Lei nº 14.811/2024 — Criminalização do Bullying e Cyberbullying (Brasil)

Techjury — Cyberbullying Statistics 2025

Anbima/Datafolha — Perfil dos Jovens Brasileiros e Uso de Internet, 2024

SQ Magazine (Reino Unido) — Social Media Bullying Statistics, 2025

Folha de S. Paulo — Reportagem sobre casos de cyberbullying e saúde mental, 2023

Allan Kardec — O Evangelho Segundo o Espiritismo (FEB, 2020)

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Esta campanha nasceu das conversas, dúvidas e inquietações dos jovens — e da inspiração da espiritualidade amiga. Hoje, é acessada por pessoas de diferentes países e culturas, tratando de temas que fazem parte da realidade do mundo inteiro. Cada campanha conecta seu tema principal à visão espírita de modo simples e acolhedor, tornando-se, para muitos, o primeiro contato com o conteúdo espírita.

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