Hora extrema

compartilhe

Autor: Júlio Salusse (espírito)

Céu de chumbo a rugir na imensidão remota
Verte em largos bulcões indômita procela.
No tempestuoso mar que se agita e encapela,
Sofro o anseio febril dos náufragos sem rota.

Mergulho a vastidão, qual mísera gaivota
Que, em tentando fugir da nau que se esfacela,
Logra apenas ferir-se e tombar junto dela,
Sonho audaz de infinito amargando a derrota.

Desço às vascas do fim, no pélago profundo…
Irrompe de improviso a tela de outro mundo,
Sob a luz que transcende os fastos da memória.

Faz-se a treva esplendor, raia o dia opulento…
Ante a luz divinal, que banha o firmamento,
Levanto-me do abismo, em suprema vitória.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – Do livro Antologia dos Imortais, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

sensação

Igualdade dos direitos do homem e da mulher

Autor: José Passini Ao longo da história, a mulher sempre...

As previsões proféticas e o entendimento espírita

Autor: Wallace Santos de Oliveira Estou fazendo com este artigo...

O Bem e o Mal

Autor: Renato Costa Livrar-nos-emos do mal instruindo-nos e praticando a...

O perdão como prova de amor e de caridade

Autor: Tiago Antonio Salvador Introdução Um dos ensinamentos do Cristo mais...

Filhos da Luz e herdeiros da eternidade

Autora: Isabel d’Andrade Marques Hoje em dia abrir um jornal,...

O Jesus histórico e a visão espírita

Autor: Marcus De Mario Fazendo abstração das narrativas encontradas no...
- Fica Dica -spot_img