Não faz mal, fazendo (Ecstasy)

Autor: Cláudio Conti

Como acontece com todo tipo de mercado, os vendedores de drogas tendem a manipular informação sobre o produto para que pareçam mais atraentes para o consumidor e, como existem muitas variedades sendo oferecidas para consumo, desde as mais conhecidas até aquelas que vão surgindo ao longo do tempo, a população em geral tem menos informação sobre seus efeitos, dando oportunidade para que ideias equivocadas sejam disseminadas.

O composto químico 3,4 – metilenodioximetanfetamina (sigla: MDMA), mais conhecido como Ecstasy, é popular entre os frequentadores de discotecas, festas , raves e nightclubs, por causarem uma sensação de bem-estar, proporcionando coragem para que seus usuários possam dançar e conversar, dentre outras coisas, sem a censura natural que todos possuem.

Em resumo, o que esta droga faz é desligar os mecanismos de detecção de atitudes ridículas, depreciativas e perigosas. Deixando seu usuário como uma nau a deriva, sem comandante a bordo.

Esta droga ficou conhecida como sendo inofensiva, o que é um grande problema, pois, com isto, o sistema de autodefesa do indivíduo fica confuso, fazendo com que o “alarme” que soa seja ignorado com a subsequente ingestão da pílula.

No entanto, a coisa não é bem assim. Estudos recentes revelam que esta droga não é tão inofensiva quanto parece, pois tem seus efeitos potencializados quando em ambiente com som muito alto, tais como festas raves, nightclubs, etc.

Ratos utilizados nas experiências com o Ecstasy, quando submetidos ao som muito alto, apresentaram efeitos que duraram até cinco dias após sua ingestão. Um dos cientistas envolvido no estudo disse que “seria trágico descobrir que o uso de Ecstasy em clubes cresce entre os adolescente, quando  aumenta significativamente o risco de doenças mentais na fase adulta”.

Pensando sobre o assunto, me lembrei do programa infantil de nome “Chaves”, onde o personagem principal, uma criança que dá o nome ao programa, embora seja interpretado por um adulto, quando pego em uma travessura diz a seguinte frase: “Foi sem querer, querendo”. Isto é, na verdade foi por querer, mas espera que o outro acredite que não.

De volta ao Ecstasy, na verdade, a droga faz mal, mas aqueles que a vendem querem que os outros acreditem que não faz. Sem contar, ainda, com o consumo de álcool que geralmente entra nesta “mistura explosiva” dentre vários outros fatores.

É preciso ficar atento, pois a manutenção da saúde mental e física enquanto jovem garantirá uma vida mais saudável em todas as idades.

Sob a ótica espírita, a existência transcende os limites do período entre nascimento e morte, portanto, os vícios adquiridos durante a vida como encarnado se propagará para a existência extracorpórea e as encarnações subsequentes requerendo inevitavelmente o doloroso processo de recuperação de drogadictos, pois é o espírito que se torna dependente e não o corpo.

Este texto é baseado em artigo publicado no site da revista Nature (www.nature.com/news em 16/2/2006), que por sua vez, baseou-se no artigo original do estudo científico “Electrocortical effects of MDMA are potentiated by acoustic stimulation in rats” (www.biomedcentral.com/ 1471-2202/7/13).

Fala MEU! Edição 70, ano 2008

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