No exílio

Autor: Pedro de Alcântara (espírito)

Pode o céu do desterro ser tão belo,
Quanto o céu do país em que nascemos;
Nada faz com que o nosso desprezemos,
Acalentando o sonho de revê-lo.

Todo o nosso ideal pomos no anelo
De regressar, e voando sobre extremos,
Com o pensamento ansioso percorremos
Nosso amado rincão, lindo ou singelo.

Jaz no desterro a plaga da amargura,
De acerba pena ao pobre penitente,
De amaro pranto da alma torturada;

A alegria no exílio é desventura,
É a saudade na ânsia mais pungente
De retornar à pátria idolatrada.

Notas

1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.

2 – A poesia acima, psicografada por Francisco Cândido Xavier, faz parte do livro Parnaso de Além-Túmulo

ATÉ QUE PONTO OS ESPÍRITOS NOS INFLUENCIAM?

Aprendemos com o Espiritismo que os espíritos estão por toda a parte. O mundo espiritual não fica lá em cima, nem embaixo. O mundo espiritual nos rodeia, os espíritos estão em torno de nós. Podem ver o que estamos fazendo e, até mesmo, o que estamos pensando. Podem ter acesso aos nossos...

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