Novos rumos para a educação

Autor: Marcus De Mario

Realizando estudos sobre educação, o filósofo e teólogo Jacques Maritain já dizia lá nos idos de 1940 em suas conferências, e também em seus livros:

A solução (da educação) não está certamente em afastar a família ou a escola, mas no empenho em torná-las mais conscientes e mais dignas de sua vocação, em reconhecer não só a necessidade de um auxílio mútuo, mas também que é inevitável uma tensão recíproca entre ambas

Mais de oitenta anos depois ainda encontramos quem condene a escola, ou querendo retirá-la da realidade social humana, ou querendo radicalizá-la num projeto pedagógico sob um único ponto de vista ideológico como, por exemplo, o militarismo. E temos aqueles que anunciam a morte da família, sua desnecessidade para o ser humano, talvez imaginando que tudo é válido, menos o relacionamento em bases ético-morais dos seres humanos.

Que precisamos rever o papel e a missão da escola e da família, não temos dúvida, mas daí a condená-las como se fossem as vilãs, as causas dos males sociais, é um equívoco de funestas consequências.

O que propõe Maritain é a convergência de esforços, mesmo que existam tensões entre essas duas instituições humanas educacionais, o que é natural, faz parte do processo, para que então tenhamos a realização de uma verdadeira comunidade de aprendizagem, superando o velho modelo da ensinagem e da separação entre esses dois grandes entes educativos do ser humano.

E ainda para nossa reflexão, afirma:

O que é talvez mais paradoxal é o fato de que a esfera extraeducacional (…) – toda a esfera extraeducacional exerce no homem (ser humano) uma ação mais importante para completar sua educação do que a própria educação (institucionalizada)

Se precisamos caminhar para o conceito e a prática da comunidade de aprendizagem é lógico pensar que a educação não se faz apenas dentro da família e da escola, pois a vida em si já é grande educadora. Os eventos naturais e sociais fazem parte do processo educacional e não podem ser desconsiderados. É o que ele afirma utilizando o termo esfera extraeducacional.

A vida precisa estar no ambiente familiar e escolar, não pode ser desconsiderada, ainda mais em tempos de internet e interação instantânea, em que aprendemos pesquisando através da tecnologia da informação, mesmo porque a educação precisa preparar o ser humano para a vida.

Tudo está conectado, tudo interage incessantemente, numa dinâmica que nem escola, nem família, podem desconsiderar.

Tudo educa, para o bem e para o mal, daí a necessidade de repensarmos a educação, a família e a escola, pois disso depende o rumo que estamos dando para a Humanidade, pois onde a educação se faz ausente, ou é deturpada por falsos valores, o ser humano se perde em ações primitivas ou totalitárias, ambas extremamente prejudiciais para o nosso futuro.

E é sobre o nosso futuro, da Humanidade, que muito precisamos refletir…

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