Alcoólatras

Autor: Honório Armond (espírito)

*

Alcoólatra vampiro alça a boca debalde,

É brio desencarnado, a hedionda sede aguça.

Híspidos lábios lambe e escancara a dentuça,

Tateia o vidro, em vão, do frasco verde e jalde.

Rápido, caça alguém no remoto arrabalde,

Alcoólatra encarnado encontra e lhe refuça

A goela que se inflama, enrubesce e empapuça,

Como a sacar de si mais sede que a rescalde.

Agarra-se o vampiro ao bêbado por entre

As vértebras do peito e as vísceras do ventre,

Toma-lhe o braço e o corpo… Estala a língua bronca!

A dupla bebe, bebe… E, às tontas, na calçada

Cai de borco no chão, estira-se largada,

Delira, geme, dorme, espolinha-se e ronca…

*

Nota 

Do livro Poetas redivivos, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

COMER CARNE VALETANTO SOFRIMENTO?

VEJA TAMBÉM

PARTICIPE

Conte sua opinião, dúvida ou experiência

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.