Autor: Félix Pacheco (espírito)
Dos corações clamando agonia e desterro
Cai o orvalho do pranto em fel da desventura…
A saudade a chorar dita a rota do enterro,
Mas o túmulo em si é breve noite escura…
Espírito é sol no corpo — escrínio perro,
Joia viva a brilhar além da sepultura,
Luz ativa a esmorecer, sob a lama do erro,
Ou cresce a refulgir, se ascende bela e pura.
Onde vá, todo ser caminha lado a lado
Da luz que exprime sempre o amor profundo e ardente
Ou da sombra que em tudo é pavoroso mito;
A deixar cada dia o crisol do passado,
Vai e vem a sofrer, no esmeril do presente,
Para estampar-se, enfim, nos troféus do Infinito!
Notas
1 – Desde os tempos mais antigos, a poesia tem sido uma ponte entre a alma e o infinito. No Espiritismo, ela encontra um campo fértil para inspirar, consolar e iluminar consciências, expressando em versos sentimentos que muitas vezes escapam à linguagem comum. Seja pela sensibilidade dos poetas encarnados ou pelas mensagens de origem espiritual que marcaram a literatura espírita, a poesia continua sendo uma valiosa ferramenta de reflexão, beleza e elevação do pensamento.
2 – Do livro Fonte de paz, obra psicografada pelo médium Waldo Vieira.



